Demanda por profissionais da área de dados cresce quase 500%; salários chegam a R$ 22 mil

Pesquisa da hrtech de recrutamento digital Intera mostra crescimento de 485% na abertura de vagas para cargos na área de inteligência de dados no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

O levantamento abrange os seguintes cargos:

  • Data Engineer (engenheiro de dados): responsável por desenhar, construir e sustentar a solução de dados. Ele constrói todo o processo para extrair os dados de diversas fontes, aplicar todas as transformações necessárias para o negócio e disponibilizar os dados de uma forma organizada e governada para que sejam consumidos pelos analistas e cientistas de dados.
  • Data Analytics (analista de dados): é quem faz o diagnóstico do que está acontecendo. Ele olha para os dados e entende como o negócio está se comportando e quais são as possíveis razões para os comportamentos encontrados.
  • Data Science (cientista de dados): tenta prever como o negócio irá se comportar no futuro e quais ações podem ser feitas para alterar o futuro em favor do negócio.

A pesquisa foi feita com 34 grandes empresas de tecnologia que fazem processos seletivos com a Intera.

As médias salariais oferecidas pelas empresas e startups pesquisadas e a expectativa salarial dos candidatos às vagas são as seguintes:

Data Analytics Pleno

  • Médias salariais oferecidas pelas empresas: entre R$ 7.333,00 e R$ 9.333,00
  • Expectativa salarial média dos profissionais: de R$ 8.611,00 a R$ 9.111,00

Data Analytics Sênior

  • Médias salariais oferecidas pelas empresas: de R$ 8.666,00 a R$ 12.000,00
  • Expectativa salarial média dos profissionais: de R$ 11.908,00 a R$ 12.408,00

Data Analytics Especialista/Líder

  • Médias salariais oferecidas pelas empresas: de R$ 15.000,00 a R$ 19.200,00
  • Expectativa salarial média dos profissionais: de R$ 16.027,00 a R$ 16.527,00

Data Engineering Pleno

  • Médias salariais oferecidas pelas empresas: entre R$ 7.625,00 e R$ 11.125,00
  • Expectativa salarial média dos profissionais: de R$ 9.645,00 a R$ 10.312,00

Data Engineer Sênior

  • Médias salariais oferecidas pelas empresas: de R$ 8.914,00 a 12.007,00
  • Expectativa salarial média dos profissionais: de R$ 11.574,00 a R$ 12.074,00

Data Engineer Especialista/Líder

  • Médias salariais oferecidas pelas empresas: entre R$ 15.166,00 e R$ 17.166,00
  • Expectativa salarial média dos profissionais: de R$ 15.940,00 a R$ 16.440,00

Data Science Pleno

  • Médias salariais oferecidas pelas empresas: entre R$ 7.416,00 e R$ 9.750,00
  • Expectativa salarial média dos profissionais: de R$ 8.087,00 a R$ 8.571,00

Data Science Sênior

  • Médias salariais oferecidas pelas empresas: de R$ 9.875,00 a R$ 13.375,00
  • Expectativa salarial média dos profissionais: de R$ 14.272,00 a R$ 14.772,00

Data Science Especialista/Líder

  • Médias salariais oferecidas pelas empresas: de R$ 18.000,00 a R$ 22.000,00
  • Expectativa salarial média dos profissionais: de R$ 16.625,00 a R$ 17.125,00

Os salários foram analisados levando em conta o valor oferecido pelas empresas pesquisadas e a expectativa salarial dos candidatos aprovados para as vagas.

Motivos para troca de emprego

O levantamento abordou ainda as razões de os candidatos quererem mudar de emprego, em meio ao mercado aquecido na área de dados.

  • 44% foram atraídos pelo desafio de estar em uma nova empresa
  • 24% pela falta de oportunidade de crescimento no emprego atual
  • 15% pela vontade de mudar de setor ou área de atuação
  • 9% pelo desejo de trabalhar em uma empresa maior que a atual

“A digitalização do trabalho abriu as fronteiras e aumentou a disponibilidade em termos de contratação, diante da possibilidade de contratar profissionais de qualquer local do país e do mundo. Por outro lado, essa expansão aumentou de forma significativa a competição por talentos. Se antes as empresas disputavam profissionais com outras empresas da mesma cidade ou estado, agora a disputa ultrapassa a fronteira nacional”, afirma Juliano Tebinka, CTO e co-founder da Intera.

Ele explica que esse movimento faz com que as empresas sejam forçadas a revisitar as suas réguas salariais para contratar bons profissionais.

De acordo com Tebinka, os profissionais brasileiros são disputados inclusive por empresas estrangeiras. Ele explica que as empresas internacionais oferecem oportunidades para que brasileiros trabalhem de forma remota e ganhem em euro ou dólar. “Se antes da pandemia havia dificuldade para contratar esses profissionais devido a custos com mudança e dificuldade com vistos de trabalho, o trabalho remoto acabou facilitando essa contratação por empresas estrangeiras”, explica.

Fonte: G1

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