Contratação de altos executivos segue aquecida mesmo na pandemia

Diante das consequências sem precedentes causadas pelo novo coronavírus na economia, grupos empresarias têm se mexido discretamente para lidar com as incertezas. Muitos deles optaram pela cautela: antes de fechar unidades ou demitir em massa, melhor ouvir a voz da experiência. Na prática, o que se vê é uma forte demanda por novos nomes nos conselhos de administração. Vagas para executivos graúdos para as vagas de C-Level, chamados para tirar os projetos do papel, também estão em evidência.

“São profissionais sêniores, prontos para liderar comitês de gestão de crise e preparem o terreno para os próximos meses”, explica o CEO da Heidrick & Struggles no Brasil, Paulo Mendes. O desafio neste momento é manter o caixa em dia e não dispensar colaboradores. “Outra importante frente de atuação desses profissionais é a digitalização, como no caso do varejo online”, completa.

Palavra de quem recomendou CEOs para 30 empresas em 2019, além de outros 400 posições de alta gestão. Ao comparar o primeiro trimestre deste ano com o do ano passado, a Heidrick & Struggles já tinha observado um aumento de 25% nas contratações – e a estimativa é que a tendência se mantenha ao longo do ano.