40% dos profissionais qualificados buscam novas oportunidades por medo de perder o emprego, diz pesquisa

A pandemia de Covid-19 tem motivado 41% dos profissionais qualificados e empregados (com 25 anos ou mais e formação superior) a procurarem novas oportunidades no mercado de trabalho com receio de perderem os atuais empregos, segundo pesquisa da Robert Half, empresa de recrutamento de cargos de média e alta gerência.

Os dados fazem parte da 12ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH), que também indica mudança na confiança do mercado, em decorrência das incertezas e inseguranças causadas pela crise do novo coronavírus.

O ICRH consolidado para a situação atual caiu de 37,5 para 25,2 pontos, enquanto para a situação futura (próximos seis meses) passou de 56,7 para 44,2 pontos, pouco abaixo do campo otimista, que é acima de 50 pontos.

A pesquisa foi feita entre os dias 12 e 26 de maio com 1.161 profissionais, igualmente divididos em três categorias: recrutadores (profissionais responsáveis por recrutamento nas empresas ou que têm participação no preenchimento das vagas); e profissionais qualificados empregados e desempregados (com 25 anos de idade ou mais e formação superior).

“É natural que, em meio a um cenário de incertezas, muitos profissionais empregados busquem novas oportunidades por receio de perderem seus postos de trabalho. No entanto, é fundamental uma análise realista do panorama e agir com planejamento. É preciso ter clareza sobre os pontos de insatisfação como: perspectiva de carreira, qualidade de vida, relação com o chefe ou pares, remuneração, benefícios, cultura corporativa e distância entre a casa e o trabalho para não tomar uma decisão motivada apenas por desespero”, pontua Mario Custodio, diretor de recrutamento da Robert Half.
De acordo com o levantamento, 29% dos profissionais tiveram o salário ou a renda mensal reduzida.

Do total dos entrevistados, apenas 12%, no entanto, estão exercendo alguma atividade extra para complementar a renda.

Entre os profissionais que tiveram perda de renda no período, o decréscimo se deu da seguinte forma:

Até 10% – 13% dos profissionais
De 11% a 20% – 17%
De 21% a 30% – 40%
De 31% a 40% – 15%
De 41 a 50% – 8%
Mais de 50% – 7%

Fonte: G1